TSE registra mais de 1,2 mil denúncias propaganda irregular

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já recebeu 1.207 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral de 2026 desde domingo (16), quando teve início o período autorizado para campanhas. O volume equivale a aproximadamente uma ocorrência a cada cinco minutos.

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Os dados são do Pardal, ferramenta disponibilizada pela Justiça Eleitoral para que eleitores comuniquem suspeitas de irregularidades durante o período eleitoral. O sistema exige identificação por meio do e-Título ou da conta Gov.br, mas preserva o sigilo do denunciante.

São Paulo concentra o maior número de registros, com 193 denúncias. Na sequência aparecem Pernambuco, com 106; Paraná, com 102; Rio Grande do Sul, com 95; e Minas Gerais, com 89.

Entre os cargos disputados, candidatos a deputado estadual são os principais alvos das reclamações, com 424 registros. Em seguida estão deputados federais, com 325; partidos, coligações e federações, com 150; governadores, com 79; deputados distritais, com 56; senadores, com 45; e candidatos à Presidência da República, com 22. Também foram registrados dois casos envolvendo candidaturas a vice-governador.

Impulsionamento é principal motivo das denúncias

O impulsionamento pago de publicações na internet aparece como a irregularidade mais comunicada ao TSE. São 339 registros, cerca de 31% do total.

Outras ocorrências relacionadas à internet somam 289 denúncias. Na sequência estão casos envolvendo suposto uso irregular de bens públicos, com 105 registros, e de bens particulares, com 87.

Também foram contabilizadas 47 denúncias de propaganda antecipada, 46 relacionadas a banners, cartazes ou faixas, 35 sobre comícios ou showmícios e outras 35 envolvendo alto-falantes ou amplificadores de som.

O sistema registra ainda dez ocorrências relacionadas a bens tombados, sete sobre divulgação de notícia apontada como sabidamente falsa e seis envolvendo bens particulares de uso comum. Em 60 casos, o tipo de irregularidade não foi especificado.

Quanto ao andamento, cerca de 60% das denúncias permanecem em apuração. Parte dos registros já foi encerrada, enquanto outra parcela foi encaminhada para tramitação no Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Denúncias podem incluir fotos, vídeos e áudios

O Pardal permite que o eleitor apresente elementos para sustentar a denúncia, como fotografias, vídeos, arquivos de áudio e links. Após o envio, o sistema fornece um protocolo para acompanhamento.

A análise das denúncias relacionadas a possíveis crimes eleitorais cabe ao Ministério Público Eleitoral. Casos específicos de desinformação eleitoral seguem canais próprios da Justiça Eleitoral.

O ritmo de registros também apresentou aceleração ao longo desta quarta-feira (19). Em pouco mais de uma hora e meia, foram contabilizadas mais de 100 novas denúncias no sistema.

O número atual ainda está distante dos volumes registrados em eleições anteriores. Em 2022, o Pardal contabilizou 38.747 denúncias ao longo do período de propaganda eleitoral. Em 2018, foram 48.673 registros.



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