‘Aparato institucional’ impedirá impeachment de ministros do STF

Gilmar Mendes diz que prisão de Bolsonaro já estava definida e que tornozeleira acelerou medida no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou há pouco (18) que a defesa do impeachment de integrantes da Corte por candidatos nas eleições de 2026 é uma bandeira eleitoral que dificilmente será colocada em prática. Segundo ele, o “aparato institucional” impedirá que a medida avance.

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A declaração foi dada a jornalistas após um evento em Brasília. Gilmar classificou a defesa do impeachment como um “equívoco compreensível” e disse que a proposta pode ter apelo eleitoral.

“Entre o pensamento e a ação, o pensamento e o gesto, vai uma distância enorme. Certamente, se alguém com essa bandeira se tornar senador, terá imensas dificuldades de implementá-la. Todo o aparato institucional caminhará talvez num outro sentido”, afirmou.

Questionado se a promessa de campanha o preocupa, o ministro respondeu: “Não, absolutamente”. Em seguida, completou: “Eu sou um enfermeiro que já viu sangue. Então, não me impressionam essas promessas de campanha”.

Gilmar também foi questionado sobre a possibilidade de impeachment de ministros do STF em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). “Não avalio. Não imagino e também não vou trabalhar sobre cenários neste momento”, respondeu o decano.

A defesa do impeachment de ministros do STF ganhou força entre candidatos de direita nos últimos anos, após uma série de medidas autoritárias tomadas pelos integrantes da Corte. Uma das estratégias da direita para as eleições de 2026 é ampliar sua representação no Senado e dar andamento aos pedidos de impeachment, que estão na gaveta de Davi Alcolumbre (União-AP).



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