O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar (PL-AL), defendeu hoje (12), no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, uma atuação conjunta entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
Gaspar afirmou que a segurança pública não pode ficar sob responsabilidade exclusiva de um ente federativo. Segundo ele, a expansão das organizações criminosas transformou problemas antes locais em questões nacionais e internacionais.
“Não adianta a União querer ser a dona da Segurança Pública, nem os estados serem os únicos responsáveis. Nós temos que fazer uma parceria, município, estados e União”, afirmou.
O candidato citou uma proposta de consórcio federativo que, segundo ele, apresentou quando estava na Câmara dos Deputados. A estrutura reuniria diferentes níveis de governo para integrar ações de inteligência, policiamento, tecnologia e capacitação.
Para Gaspar, o avanço das facções exige uma resposta nacional. Ele afirmou que grupos criminosos passaram a disputar o controle territorial com o Estado e defendeu uma atuação integrada das forças de segurança.
“A União tem muito a contribuir, os estados também e os municípios. Afinal de contas, as pessoas vivem nos municípios. Então, inteligência, integração, polícia ostensiva, polícia de aproximação, tecnologia, capacitação, tudo isso faz parte do pacote”, disse.
Gaspar também defendeu uma mudança na política de combate à criminalidade. Para ele, a atuação do Estado deve partir de uma política de tolerância zero e de maior efetividade na aplicação das penas.
“Esse enfrentamento inteligente ao crime significa que a tolerância contra o crime, ela primeiro tem que ser estabelecida como zero. Nós não podemos mais admitir a quantidade de impunidade reinante no país”, afirmou.
O candidato criticou ainda a política de desencarceramento. Segundo ele, o problema brasileiro não seria o excesso de presos, mas a quantidade de criminosos que permanecem em liberdade sem responder por crimes graves.
“Nós precisamos prender mais. Prender mais e de forma inteligente”, declarou.
Gaspar citou homicídios, feminicídios, tráfico de drogas e atuação de facções como exemplos da dimensão do problema. Para ele, a resposta exige uma mudança de postura do poder público e uma declaração de guerra ao crime organizado.
“Não existe isso. Nós temos milhões ou milhares, não dá para estimar, de pessoas impunes pela prática de crimes gravíssimos. De crimes hediondos, por exemplo. Ou seja, não dá para você conviver com homicidas na rua como nós temos aí milhares.”
Ao encerrar, Gaspar resumiu a avaliação sobre a política de segurança no país: “O Brasil hoje, em todas as áreas, é um desastre absoluto no combate à criminalidade.”
Acompanhe a live ao vivo
