O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar (PL-AL), questionou nesta quarta-feira (12), no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, as investigações envolvendo o Lulinha e o esquema de fraudes no INSS.
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Gaspar citou a relação de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger e com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo o candidato, haveria indícios de que valores pagos por Antunes a Luchsinger teriam chegado ao filho do presidente Lula.
“Há indícios muito fortes de o Careca do INSS pagar mesada a Roberta Luchsinger para essa mesada chegar ao Lulinha”, afirmou.
Gaspar também mencionou os inquéritos abertos pela Polícia Federal sobre Lulinha. Segundo ele, as investigações apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência.
O candidato criticou ainda a permanência de Lulinha fora do Brasil durante as investigações. “Lulinha tá na Espanha, corrido das investigações”, disse.
Na sequência, Gaspar citou informações sobre movimentações financeiras atribuídas a Lulinha. Segundo ele, após a quebra de sigilo, posteriormente interrompida, foram identificados R$ 19 milhões movimentados em cinco anos.
“Quando a gente quebrou o sigilo e depois o Flávio Dino interrompeu essa quebra, Lulinha movimentou em cinco anos, sem dar murro numa broa, R$ 19 milhões”, declarou.
Gaspar também afirmou que mensagens obtidas pela polícia indicariam uma tentativa de destruição de provas. Ele citou uma conversa na qual teria havido orientação para descartar um telefone.
“Isso é uma obstrução. Qualquer aluno do primeiro ano de Direito já identificaria ali a obstrução processual da Justiça”, afirmou.
O candidato comparou o tratamento dado ao caso com o que, segundo ele, ocorreria se o investigado fosse ligado à direita. “Se Lulinha fosse de direita, Lulinha nunca mais ia sair da cadeia, nunca mais. Mas Lulinha de esquerda é filho do presidente da República”, disse.
Ao comentar a fala de Gaspar, Claudio Dantas afirmou que a Polícia Federal teria identificado as mensagens citadas e questionou a ausência de medidas no caso. O apresentador defendeu uma apuração sobre a atuação dos investigadores.
“Por isso que o André Mendonça tem que investigar, sim, a Polícia Federal. Vai ter aí a Polícia Federal contra a Polícia Federal. Não é possível esse tipo de situação”, afirmou Dantas.
Acompanhe ao programa na íntegra
