O pré-candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, afirmou que propôs ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a formação de uma chapa única para disputar a Presidência nas eleições de 2026. Segundo ele, ambos ficaram “animados” com a possibilidade de uma aliança ainda no primeiro turno.
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Em carta aberta, Cury afirmou que a conversa ocorreu por causa da convergência de posições entre os dois.
“Conversamos sobre a possibilidade de formarmos uma chapa única nestas eleições, e ambos ficamos animados com a perspectiva”, declarou.
Segundo o pré-candidato, ele e Zema compartilham posições sobre responsabilidade fiscal, eficiência da gestão pública, valorização do empreendedorismo e redução da polarização política.
Apesar da sinalização favorável à aliança, Cury não informou quem ocuparia a vaga de vice-presidente. Os dois aparecem em situação semelhante nas pesquisas de intenção de voto. Levantamento do PoderData/Aya, realizado entre 26 e 29 de julho, aponta ambos com oscilação entre 3% e 4% das intenções de voto no primeiro turno, empatados dentro da margem de erro.
Na carta, Cury também afirmou que havia considerado o nome de Aldo Rebelo para compor sua chapa, mas disse que um conflito interno no DC dificulta o avanço dessa possibilidade.
“Também compartilhei que o nome de Aldo Rebelo tem estado no meu radar para a composição de chapa. Entretanto, há um conflito interno no partido DC que tenho procurado pacificar. Como especialista em solução pacífica de conflitos, entendo que talvez não haja tempo suficiente para que essa pacificação ocorra antes das definições eleitorais. Por isso, conversar com o Zema me alegrou, porque somos críticos dessa guerra de egos em que se tornou a política brasileira, sem focar no que realmente importa.”
O pré-candidato afirmou ainda que, caso a aliança seja concretizada, pretende formar um governo com nomes da iniciativa privada, economistas e lideranças políticas de diferentes partidos.
Entre os nomes citados estão os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), além de Aldo Rebelo, Paulo Skaf e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
Cury também disse que pretende dialogar com economistas como Marcos Lisboa, Mansueto Almeida, Ilan Goldfajn e Pérsio Arida para elaborar um projeto voltado ao crescimento econômico e à redução das desigualdades.
Ao justificar a proposta de união, o pré-candidato afirmou que pretende evitar disputas pessoais na política.
“Tive hoje uma excelente conversa com Romeu Zema, um político que admiro e que é leitor dos meus livros.”
“Ambos somos gestores de empresas, construímos trajetórias fora da política tradicional e não dependemos do poder para realizar nossos projetos de vida. Compartilhamos visões próximas, com foco na responsabilidade fiscal, na eficiência da gestão pública, na valorização do empreendedorismo e na construção de um Brasil menos polarizado e mais comprometido com resultados.”
Encerrando a carta, Cury defendeu uma candidatura de união.
“O Brasil não precisa de um governo de vaidades, pois na realidade não estamos em dois barcos, mas em barco só: a família brasileira, 213 milhões de seres humanos!”