O Brasil permaneceu na 17ª posição entre os maiores exportadores de bens para os Estados Unidos tanto em 2025 quanto no acumulado de janeiro a maio de 2026, segundo dados do Census Bureau, órgão oficial de estatísticas do governo norte-americano. Juntos, os 20 principais parceiros comerciais responderam por aproximadamente 85% de todas as importações realizadas pelos EUA nos dois períodos.
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Os números ganham relevância após o governo do presidente Donald Trump (Republicano) anunciar uma nova rodada de tarifas sobre produtos importados de 60 economias, incluindo o Brasil. A medida entrou em vigor nesta sexta-feira (24) e prevê uma alíquota adicional de 12,5% para produtos brasileiros, que se soma aos 25% já aplicados desde quarta-feira (22) em razão de outra investigação comercial.
Segundo o governo norte-americano, a nova tarifa foi adotada sob a justificativa de combater práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado na cadeia produtiva de países exportadores. Na avaliação dos Estados Unidos, essa condição reduziria artificialmente os custos de produção e geraria vantagem competitiva no mercado americano. O governo brasileiro contesta a acusação e afirma que mantém políticas de combate ao trabalho análogo à escravidão.
Com a combinação das duas medidas, determinados produtos brasileiros passaram a enfrentar uma tarifa adicional de até 37,5%. Ao mesmo tempo, mais de 2 mil itens ficaram fora da nova tributação, entre eles carne bovina, café, suco de laranja e frutas.
Em 2025, os Estados Unidos importaram US$ 3,415 trilhões em bens. Desse total, os 20 maiores exportadores responderam por US$ 2,897 trilhões, o equivalente a 84,8% das compras externas do país.
O México liderou o ranking, com exportações de US$ 534,3 bilhões, seguido por Canadá (US$ 381,9 bilhões) e China (US$ 308,7 bilhões). Taiwan ocupou a quarta colocação, com US$ 201,4 bilhões, enquanto o Vietnã apareceu em quinto lugar, com US$ 193,9 bilhões.
O Brasil exportou US$ 39,9 bilhões para o mercado norte-americano em 2025, montante equivalente a 1,2% das importações dos Estados Unidos. Entre os países da América Latina, ficou atrás apenas do México.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, os 20 maiores fornecedores venderam US$ 1,217 trilhão aos Estados Unidos, representando 85,2% do total de US$ 1,429 trilhão importado no período.
O México manteve a liderança, com US$ 242,9 bilhões em exportações, seguido pelo Canadá, com US$ 163 bilhões. A principal mudança no ranking foi a ultrapassagem da China por Taiwan. Os embarques taiwaneses somaram US$ 116,1 bilhões, enquanto as exportações chinesas alcançaram US$ 104,2 bilhões. O Vietnã permaneceu na quinta posição, com US$ 98 bilhões.
Nesse mesmo período, o Brasil manteve a 17ª colocação, com US$ 13,9 bilhões em vendas ao mercado norte-americano, o equivalente a cerca de 1% das importações realizadas pelos Estados Unidos entre janeiro e maio deste ano.