O Lula avalia não participar dos debates televisivos do primeiro turno das eleições de 2026. A possibilidade é discutida pela coordenação da campanha e divide a cúpula do partido. A equipe deste site apurou que parte dos aliados defende a ausência do presidente sob o argumento de que ele seria o único candidato do campo da esquerda nos debates e poderia concentrar ataques dos adversários.
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Integrantes da equipe de comunicação confirmaram que essa hipótese está em discussão e lembram a estratégia adotada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que disputou a reeleição em 1998 sem participar dos debates do primeiro turno.
Outro grupo da campanha sustenta que Lula deveria comparecer aos encontros para enfrentar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário na disputa presidencial.
Pelas regras eleitorais, os debates são obrigados a convidar candidatos cujos partidos tenham mais de cinco representantes no Congresso. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, a regra alcança Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a utilização da composição do Congresso eleita em 2022.
Na avaliação de integrantes do PT, uma eventual ausência de Lula também poderia levar Flávio Bolsonaro a adotar a mesma estratégia. E a campanha petista pretende explorar eleitoralmente qualquer fraqueza que Flávio tenha, como as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros.
A decisão sobre os debates ainda não foi tomada. A campanha trabalha com a possibilidade de avaliar cada evento individualmente.
A principal indefinição envolve o debate da Band, previsto para 16 de agosto, mesma data escolhida pelo PT para lançar oficialmente a candidatura de Lula. O ato está programado para ocorrer no estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), local que marcou o início da trajetória política do presidente durante as greves do ABC paulista.