médico aponta que Bolsonaro teve crise soluços por 36 horas

Bolsonaro foi recentemente submetido a várias cirurgias após complicações de saúde. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentou uma crise de soluços que se prolongou por aproximadamente 36 horas consecutivas, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (17). De acordo com o documento, o episódio exigiu o aumento da medicação e foi controlado após ajuste no tratamento.

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Assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado, o relatório informa que Bolsonaro vinha apresentando quadro clínico estável nas últimas semanas, mas sofreu uma recorrência do problema na última terça-feira (14). Em razão da intensidade e da duração da crise, a equipe médica decidiu administrar doses adicionais dos medicamentos utilizados no tratamento.

Segundo os médicos, o ex-presidente apresentou “resposta satisfatória” ao reforço da medicação e, atualmente, permanece estável sob os aspectos hemodinâmico, respiratório e cardiológico.

Efeitos do tratamento

Apesar da melhora do quadro de soluços, o relatório aponta que Bolsonaro continua apresentando efeitos colaterais provocados pelos medicamentos de ação central.

Entre os sintomas descritos estão sonolência, instabilidade do equilíbrio corporal e maior risco de quedas, motivo pelo qual a equipe médica recomenda a manutenção dos cuidados durante o processo de reabilitação.

O tratamento inclui dieta controlada, sessões de fisioterapia, prática de exercícios regulares e medidas preventivas para reduzir episódios de refluxo e evitar acidentes domésticos. Os demais medicamentos de uso contínuo foram mantidos sem alterações.

Prisão domiciliar

O relatório foi encaminhado ao STF no âmbito do processo que acompanha o cumprimento da prisão domiciliar de Bolsonaro.

No último dia 3 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve o ex-presidente em prisão domiciliar por razões humanitárias. A decisão também preservou as restrições impostas anteriormente, entre elas a proibição de utilização de redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, e a limitação de visitas àquelas previamente autorizadas pelo Supremo.

O documento médico reforça que Bolsonaro segue em acompanhamento domiciliar e necessita de monitoramento contínuo em razão do tratamento e da reabilitação em curso.



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