O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu hoje (15) a união dos partidos de centro-direita na disputa presidencial de 2026 e criticou ataques entre pré-candidatos do mesmo campo político. Em entrevista ao Flow Podcast, ele afirmou que, segundo as pesquisas de intenção de voto, o cenário atual aponta uma disputa de segundo turno entre ele e o presidente Lula.
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Flávio disse respeitar todos os nomes colocados para a sucessão presidencial e revelou que incentivou algumas pré-candidaturas por considerar importante ampliar o debate sobre o governo federal durante a campanha.
“Todos têm direito de lançar seus próprios candidatos. Eu respeito muito todos eles. Fui um grande incentivador da pré-candidatura de alguns. Disse que era importante disputar a eleição e participar dos debates”, afirmou.
Segundo o senador, a campanha deve servir para discutir a situação do país e apresentar críticas à atual gestão.
“Os debates vão mostrar para a população que o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT”, declarou.
Críticas a ataques entre aliados
Flávio afirmou que alguns pré-candidatos passaram a direcionar críticas ao nome que lidera o campo da direita após o início da pré-campanha. Na avaliação dele, essa estratégia enfraquece o grupo político.
“Agora parece que orientaram alguns a atacar o pré-candidato que aparece na frente das pesquisas”, disse.
O senador sustentou que levantamentos de intenção de voto apontam uma disputa equilibrada entre ele e Lula.
“Se você olhar praticamente todas as pesquisas, a tendência é um segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. Algumas mostram empate técnico, outras colocam um ou outro numericamente à frente, mas todas apontam uma disputa acirrada”, afirmou.
Apoio de Jair Bolsonaro
Durante a entrevista, Flávio atribuiu sua posição nas pesquisas ao apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o ex-chefe do Executivo deixou um movimento político consolidado e transferiu esse capital eleitoral para sua pré-candidatura.
“O presidente Bolsonaro deixou um movimento, deixou princípios, ideias e exemplo. Como passou o manto dele para mim, já que ele não pode disputar, as pessoas estão seguindo quem tem credibilidade, que é Jair Messias Bolsonaro”, declarou.
“Missão maior” contra o PT
Ao encerrar o tema, Flávio afirmou que pretende evitar ataques a outros nomes da centro-direita por considerar que, em algum momento, todos estarão no mesmo lado da disputa contra o PT.
“Mais cedo ou mais tarde a gente vai ter que estar junto contra o PT. Não faz sentido atacar alguém do mesmo espectro político pensando apenas em quem vai para o segundo turno”, disse.
O senador também afirmou que críticas entre pré-candidatos podem desestimular eleitores e reduzir o apoio ao grupo político.
“Atacar o Flávio, ou o Flávio atacar o Caiado, ou o Caiado atacar o Zema, é um desserviço. Eu não vou me prestar a esse papel”, concluiu.