O pré-candidato a presidência da república, Romeu Zema (Novo), criticou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa presidencial de 2026. Para Zema, a medida configura censura.
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“eu julgo que houve algum tipo de Um tipo de censura, sim, né? Pesquisas são conduzidas com critério, me parece que é algo que foi bem nessa linha. Eu vejo que pesquisa tem critérios e ela sendo publicada com os critérios, ela vai ser interpretada dentro desses critérios. Então, pesquisas são feitas para informação, para espelhar aquilo que o público está percebendo naquele momento. E desde que ela explicite os critérios, qualquer um pode até questionar a pesquisa, considerando aqueles critérios. Agora, proibir a publicação da pesquisa, me parece, caracteriza censura”, disse em entrevista para a JovemPan.
A pesquisa suspensa foi registrada sob o número BR-06939/2026 e tratava das intenções de voto para a Presidência da República. A decisão liminar de Kassio Nunes Marques atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL), que questionou a metodologia adotada pelo instituto.
Segundo a legenda, parte das perguntas do levantamento teria potencial para influenciar as respostas dos entrevistados ao abordar o relacionamento entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Na decisão, o presidente do TSE afirmou que a controvérsia não envolvia apenas divergências metodológicas, mas uma possível utilização do questionário como mecanismo de indução das respostas. O ministro também determinou a suspensão da divulgação, do impulsionamento, da republicação e da manutenção da pesquisa nos canais da empresa até análise mais aprofundada do caso.
O levantamento foi o primeiro divulgado após a revelação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. A pesquisa apontou crescimento das intenções de voto do Lula (PT), queda de Flávio e vantagem do petista em um eventual segundo turno.
A AtlasIntel nega qualquer irregularidade. Em nota, a empresa informou que está colaborando com a Justiça Eleitoral e fornecendo esclarecimentos técnicos sobre a metodologia utilizada.
O instituto também afirmou que o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não integrou o questionário principal. Segundo a empresa, o conteúdo era apresentado apenas após a conclusão da entrevista, em uma etapa opcional destinada a medir as reações dos participantes ao material reproduzido.
Ainda de acordo com a AtlasIntel, os entrevistados não tinham acesso às respostas anteriores nem podiam alterá-las após ouvir o áudio. A empresa sustenta que não houve indução dos participantes e afirma confiar que a análise técnica do TSE confirmará a legalidade e a consistência metodológica do levantamento.
O caso será analisado pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral após manifestação do Ministério Público Eleitoral e apresentação de documentação complementar pela AtlasIntel.
Romeu Zema crítica suspensão da pesquisa AtlasIntel:
“Eu julgo que houve algum tipo de censura. Pesquisas são conduzidas com critério, e parece que é algo que foi bem nessa linha. Agora proibir a publicação da pesquisa, me parece caracteriza a censura.”
TAQUEPARIU 🤡 pic.twitter.com/jjJrFJcZ2o
— Pri (@Pri_usabr1) June 10, 2026