O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou o encontro desta terça-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), para apresentar o Brasil como parceiro estratégico privilegiado dos EUA em setores considerados críticos para a disputa geopolítica com a China.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
“Temos a segunda maior reserva mundial de terras raras. Somos a única alternativa real à China para o mundo livre”, afirmou o senador, em coletiva realizada após a reunião no Salão Oval da Casa Branca. Segundo ele, um eventual governo seu firmaria “parceria estratégica de longo prazo” no setor, com investimentos protegidos e reestruturação compartilhada entre os dois países.
Na mesma linha, Flávio citou a matriz energética brasileira como atrativo para instalação de data centers, dado o custo baixo e o perfil limpo da energia gerada no país. “O Brasil pode ser um grande atrativo para a instalação de data centers em função da sua rede de energia barata e limpa”, disse.
Sobre tarifas, o senador foi direto: “Deixei claro ao presidente que, sob o meu governo, não haverá necessidade de retaliação comercial contra o Brasil. Faremos um acordo comercial e de investimentos na escala dos maiores acordos da história recente.”
Ao ser questionado sobre a influência chinesa na América Latina — tema central da política externa americana atual —, Flávio evitou confronto aberto com Pequim, mas sinalizou reorientação. “A partir de 2027, o Brasil terá um governo com pragmatismo econômico. Sento para falar com os Estados Unidos, sento para falar com a China, sento para falar com Israel, com a Índia. Sempre pensando no melhor para o povo brasileiro”, afirmou.