O senador Carlos Viana (PSD-MG) encaminhou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, solicitando explicações sobre a substituição do delegado responsável por um inquérito que investiga suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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O parlamentar, que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, apresentou uma série de questionamentos formais à corporação, pedindo detalhes sobre a motivação e as circunstâncias da mudança na condução da investigação.
Entre os pontos levantados estão a data da substituição, o responsável pela decisão administrativa e se houve preservação integral das diligências e provas já produzidas no caso.
Viana também questiona se o Supremo Tribunal Federal (STF) foi previamente comunicado sobre a troca e se a alteração decorre de procedimento administrativo comum ou de algum fato novo relacionado ao andamento do inquérito.
Em sua manifestação, o senador destacou a necessidade de garantir transparência e independência nas apurações. “O Brasil espera que todas as apurações avancem com independência, autonomia e absoluta imparcialidade, especialmente em casos de elevada repercussão nacional”, afirmou.
A investigação em questão apura um esquema de descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados. O delegado anteriormente responsável pelo caso, Guilherme Figueiredo Silva, atuava na Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da PF e coordenava as apurações.
Durante sua atuação no inquérito, ele foi responsável por solicitar diligências envolvendo investigações relacionadas ao filho mais velho do presidente Lula (PT), o Fábio Luís Lula da Silva, amplamente conhecido como “Lulinha”
A mudança na chefia do caso levou a uma reunião entre representantes da Polícia Federal e o ministro do STF André Mendonça nesta sexta-feira (15), em meio a questionamentos sobre o andamento da investigação.