O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta sexta-feira (15), em vídeo publicado na rede X, que o site The Intercept Brasil promove um “vazamento seletivo” para “assassinar a reputação” do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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Segundo Eduardo, as reportagens envolvendo Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse” tentam atingir o pré-candidato do PL à Presidência da República.
“O Intercept está fazendo um vazamento seletivo, algo criminoso para tentar assassinar a reputação do Flávio Bolsonaro, porque ele lidera as pesquisas para presidente”, declarou.
O ex-deputado também negou ter recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro ou de fundos ligados à produção cinematográfica nos Estados Unidos.
“Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro é mentiroso. Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro deste fundo que foi criado nos Estados Unidos está mentindo para você”, afirmou.
Durante o vídeo, Eduardo explicou que enviou cerca de US$ 50 mil aos Estados Unidos com recursos próprios para garantir a contratação inicial do diretor do filme.
Segundo ele, o valor veio do curso “Ação Conservadora” e foi usado para manter o diretor ligado ao projeto até a entrada de investidores privados.
“Com o dinheiro dos recursos da Ação Conservadora, eu peguei R$ 350 mil, transformei em cerca de 50 mil dólares e mandei para os Estados Unidos”, disse. “A gente conseguiu segurar o diretor de Hollywood por dois anos.”
Eduardo afirmou que, inicialmente, ocupou posição de produtor-executivo por causa do contrato firmado com a produtora, mas disse que deixou a função após a criação da estrutura financeira do projeto nos Estados Unidos.
“Passei então a ser somente uma pessoa que assinou a sua cessão de direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme”, declarou.
O ex-deputado também afirmou que a estrutura da produção foi transferida para os Estados Unidos para evitar possíveis restrições no Brasil.
“Fizemos toda a estrutura fora nos Estados Unidos para não sofrermos perseguição”, disse. “Se o Brasil Paralelo já foi censurado previamente em 2022, imagine um filme sobre Jair Bolsonaro com estrelas de Hollywood.”
Eduardo ainda afirmou que o lançamento antecipado das reportagens ocorreu porque o filme teria potencial eleitoral.
“Eles resolveram antecipar isso tudo porque o filme poderia ser e será um grande sucesso”, declarou.
O longa “Dark Horse” reúne atores internacionais, entre eles Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”.
As declarações de Eduardo foram divulgadas após reportagem do The Intercept Brasil afirmar que ele atuou como produtor-executivo do filme e tinha atribuições relacionadas à gestão financeira do projeto.
Segundo documentos obtidos pelo site, um contrato assinado em 2024 colocava Eduardo Bolsonaro e o deputado Mario Frias à frente da produção-executiva da obra, com participação em decisões ligadas à captação de recursos e estratégias de financiamento.
O contrato também previa atuação conjunta dos produtores na busca por investidores, patrocínios e incentivos financeiros para o filme sobre Jair Bolsonaro.
Assista ao vídeo:
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro afirmaem vídeo publicado no X, que o site The Intercept promove um “vazamento seletivo” para “assassinar a reputação” do senador Flávio Bolsonaro pic.twitter.com/YcU43CpDG2
— Portal Claudio Dantas (@PortaldoDantas) May 15, 2026