A líder do Partido Progressistas no Senado, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou nesta quinta-feira (7) que as suspeitas envolvendo o presidente nacional da sigla, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), precisam ser investigadas, mas defendeu que o parlamentar tenha direito à ampla defesa durante as apurações da Polícia Federal (PF) sobre o caso Banco Master.
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“Tudo precisa ser investigado. Se existe alguma coisa, precisa ser investigada. Também tem que dar o direito de ampla defesa e não julgar antes de saber o resultado das investigações”, declarou a senadora a jornalistas.
Ciro foi alvo de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A investigação apura suspeitas de favorecimento ao Banco Master em troca de vantagens indevidas.
Segundo a Polícia Federal, o senador teria atuado em favor de interesses do banqueiro Daniel Vorcaro no Congresso Nacional. Os investigadores apontam indícios de pagamentos mensais que teriam começado em R$ 300 mil e posteriormente alcançado R$ 500 mil.
A PF também afirma que Vorcaro teria custeado despesas pessoais e viagens internacionais de luxo ligadas ao senador, além de disponibilizar um imóvel de alto padrão sem cobrança. Entre os gastos mencionados nas investigações estão hospedagens em hotéis de luxo, restaurantes e outras despesas atribuídas ao parlamentar.
Outro ponto investigado envolve uma proposta apresentada por Ciro no Senado relacionada à PEC da autonomia do Banco Central. De acordo com a PF, a emenda teria sido elaborada por integrantes ligados ao Banco Master e reproduzida integralmente pelo parlamentar.
Questionada sobre possíveis impactos políticos da investigação para as eleições de 2026, Tereza Cristina evitou fazer projeções. O PP é uma das siglas que vêm sendo apontadas como possível aliada de uma eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A defesa de Ciro nega irregularidades e afirma que o senador não participou de qualquer atividade ilícita. Em nota, os advogados sustentam que medidas investigativas “graves e invasivas” foram tomadas com base em “meras trocas de mensagens” e dizem que a legalidade das ações deverá ser analisada pelas Cortes Superiores.