Ex-presidente do BRB troca defesa e articula delação após prisão

Preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, decidiu reformular sua estratégia de defesa e passou a negociar um acordo de colaboração premiada. A mudança inclui a substituição de seu advogado, com a saída de Cléber Lopes e a entrada do criminalista Davi Tangerino. As informações são do jornal O Globo.

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Nos bastidores, a troca é atribuída, entre outros fatores, à possível incompatibilidade de interesses. Lopes também representa o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que pode ser citado em eventual delação. Ambos aparecem ligados às investigações sobre operações envolvendo o Banco Master e o BRB.

A movimentação segue um caminho semelhante ao adotado pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que também alterou sua equipe jurídica após ser preso. Ele negocia acordo com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Investigadores avaliam que há uma corrida entre os envolvidos para fechar colaboração primeiro, garantindo maior relevância das informações apresentadas.

As apurações da Polícia Federal apontam que Costa teria recebido vantagens indevidas para viabilizar negócios entre as instituições financeiras.

Entre os indícios reunidos, estão seis imóveis de alto padrão — quatro em São Paulo e dois em Brasília — avaliados em cerca de R$ 146 milhões. Parte desse montante, estimada em R$ 74,6 milhões, teria sido efetivamente paga.

Na decisão que autorizou a prisão, Mendonça descreveu o ex-dirigente como alguém que atuava em favor dos interesses de Vorcaro dentro do banco público, em troca dos benefícios. Segundo os investigadores, os imóveis eram escolhidos diretamente por Costa, com participação de aliados, incluindo o advogado Daniel Monteiro, também alvo da operação.

Outro ponto destacado na investigação envolve a situação financeira do ex-presidente do BRB. Enquanto recebia os imóveis, ele acumulava uma dívida de aproximadamente R$ 1,9 milhão com a própria instituição. O valor inclui empréstimos consignados, crédito pessoal e despesas com cartão e cheque especial, atualmente em cobrança judicial.



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