O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a chamada “taxa das blusinhas” em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (16). Parte do governo Lula, no entanto, defende a revogação do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50.
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“Eu continuo entendendo que ela é necessária, porque, mesmo com a taxa, a tarifa é menor do que a produção nacional. Se você somar os 20% do imposto de importação e o ICMS dos estados, vai dar menos de 40%. O produtor nacional paga quase 50%” , disse.
Segundo Alckmin, a cobrança busca equilibrar a concorrência entre empresas brasileiras e estrangeiras, com impacto na produção e no emprego.
A chamada “taxa das blusinhas” passou a ser associada à tributação de compras de baixo valor realizadas em plataformas internacionais populares no Brasil, especialmente nos setores de vestuário, eletrônicos e acessórios. A medida provocou ampla repercussão nas redes sociais e gerou desgaste político para o governo, sobretudo entre consumidores de renda média e baixa.
No governo, porém, há divisão sobre o tema. Consumidores pressionam por preços mais baixos e pelo acesso facilitado a mercadorias vendidas no exterior.
O novo ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, chegou a defender nessa semana a revogação da medida e citou desgaste político.
“Quando essa matéria foi votada eu achava que ela não deveria ser aprovada. Foi um dos elementos mais fortes de desgaste do governo. Se o governo decidir revogar, eu acho uma boa. Essa é minha opinião quando eu for consultado” , afirmou.