O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (30) que os conflitos dentro da família do ex-presidente Jair Bolsonaro podem comprometer o desempenho eleitoral do grupo em 2026.
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“Vamos ter que resolver problemas da família Bolsonaro para ganhar as eleições”, disse o dirigente durante participação em evento do grupo Lide, em São Paulo. Segundo ele, a disputa interna — especialmente envolvendo o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro — precisa ser superada para fortalecer a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.
Valdemar indicou que a falta de alinhamento também pode impactar diretamente a situação de Eduardo, que está nos Estados Unidos desde 2025. “Se não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta para o Brasil”, afirmou.
O presidente do PL também comentou a ausência de engajamento mais ativo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) na pré-campanha de Flávio e descartou sua participação como candidata a vice. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que vinha sendo cogitada para a vaga, também foi excluída da composição da chapa.
Apesar de defender a presença de uma mulher na vice, Valdemar argumentou que o espaço deve ser negociado com outras legendas. Ele citou ainda a experiência da eleição de 2022 como exemplo da importância de ampliar o diálogo com o eleitorado feminino.
Durante a conversa com empresários, o dirigente também minimizou a repercussão de uma declaração de Eduardo Bolsonaro na Conferência Política da Ação Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos, em que o deputado afirmou estar gravando um vídeo para o pai, que cumpre prisão domiciliar. Segundo Valdemar, não houve má-fé. “Pode ter se enganado”, disse, acrescentando que o ex-presidente não teria acesso ao conteúdo por restrições judiciais.
Valdemar ainda comentou o cenário eleitoral e afirmou acreditar que a disputa presidencial deve se concentrar entre Flávio e o atual presidente Lula (PT) Ele também demonstrou ceticismo em relação à viabilidade de uma candidatura alternativa da direita, como a do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), embora tenha reconhecido seu peso político.
Ao final, o presidente do PL defendeu a união do campo conservador já no primeiro turno como estratégia para aumentar as chances eleitorais do grupo.