O empresário Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor e alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (25), integra o Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), órgão consultivo da Presidência da República conhecido como “Conselhão”. A apuração inicial é do Estadão e foi confirmada pela equipe deste site.
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Rubini foi nomeado para o colegiado em agosto de 2025, com mandato até 2027, por atuação nas áreas de tecnologia, investimento e agronegócio.
Procurado, o Palácio do Planalto não respondeu. A defesa de Rubini afirmou que não teve conhecimento prévio da investigação e que se manifestará oportunamente.
O “Conselhão” foi criado em 2003, no primeiro mandato do presidente Lula e é vinculado à Presidência da República. O grupo tem caráter consultivo e reúne representantes de diferentes setores. Os integrantes não são remunerados.
Rubini foi alvo de buscas no âmbito da Operação Fallax, que investiga fraudes bancárias, estelionato e lavagem de dinheiro. A apuração aponta prejuízos que podem superar R$ 500 milhões, com foco em operações contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições.
Segundo a PF, a organização criminosa utilizava empresas de fachada e contava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras para viabilizar operações irregulares.
As investigações também indicam a existência de conexões com estruturas ligadas ao Comando Vermelho.
Ao todo, foram expedidos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também houve determinação de bloqueio e sequestro de bens até o limite de R$ 47 milhões.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também apura a atuação da Fictor por possível oferta irregular de investimentos.
No mês anterior, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial. A movimentação ocorreu após participação em operação relacionada ao Banco Master, cujo ex-controlador, Daniel Vorcaro, está preso e negocia acordo de delação premiada.