Durante o programa ALive desta sexta-feira (20), o apresentador Claudio Dantas afirmou que as minorias, sejam de pessoas trans ou de qualquer outro grupo, devem ser aceitas e respeitadas pela sociedade, mas não podem se tornar supremacias.
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“Quando você começa a cercar essas minorias de privilégios, que as colocam num pedestal acima do resto da população, elas se tornam supremacias”, criticou o jornalista. “Então, hoje, nós estamos vivendo um problema em função dessa onda identitária e dessa indústria identitária, porque isso é movido com muito dinheiro, gera muito dinheiro e gera espaços de poder”.
Em seguida, Dantas criticou a deputada federal psolista Erika Hilton, que é trans: “Por isso que a Erika faz o que faz, por isso que ela faz esse enfrentamento, e ela consegue ter apoio do consórcio de mídia, porque a mídia também ganha muito dinheiro com isso”.
“Quando você segmenta, vai fatiando o mercado, você vai nichando o mercado, isso é propaganda, é publicidade, é evento, é produto que você passa a vender para aquelas pessoas. E isso veio para a política, está na cultura, em todo lugar, e naturalmente viria para a política. E na política, a gente tem agora espaços de poder”.
“Então, assim, os espaços de poder não existem vácuos para espaço de poder. Quando o espaço se abre, outro já vem e já se coloca. O poder é disputado à unha”, explicou Dantas.
O jornalista comentou os impactos da retórica identitária promovida pela esquerda: “A gente vê episódios até de violência física. E hoje a gente vive uma violência retórica, uma violência psicológica, porque tem a ver com a percepção do outro”.
“Hoje, esse discurso da Erika [Hilton] proíbe, ele interdita a percepção do outro sobre ela”, afirmou. “Porque se eu entendo que a Erika não é uma mulher, e eu expresso isso, sou processado”, continuou Dantas, salientando que isso é “violência psicológica”, pois “você está impedindo a pessoa de ter a sua própria percepção da realidade”.
“A gente precisa resistir a esse movimento identitário, porque ele é um movimento supremacista”, defendeu o apresentador do ALive. “Eu diria que é a supremacia trans”.
Dantas ainda comparou a “supremacia trans” com outros casos históricos. “Nós estamos vivendo hoje a supremacia trans. Assim como a supremacia branca, é exterminar os negros”, destacou. “E a gente tem histórias brutais de violência, especialmente nos Estados Unidos, de violência pesada na história dos Estados Unidos”.
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