O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), apresentou requerimentos para convidar o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, para depor sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios.
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A intenção, segundo o senador, é que ambos prestem esclarecimentos na mesma data.
“O Master tem relacionamentos que perpassaram os governos que ocuparam o Palácio do Planalto. A meu ver, tanto o ex-presidente do Banco Central, quanto o atual, têm responsabilidades e explicações a dar”, afirmou.
Campos Neto já havia sido convocado para depor em 3 de março. No entanto, decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, transformou a convocação em convite, tornando o comparecimento opcional.
O ex-presidente do Banco Central decidiu não comparecer na ocasião.
Na terça-feira (17), ele voltou a ser convidado após pedidos de investigação apresentados à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Segundo as investigações, Campos Neto foi citado em reuniões com Vorcaro e teve seu contato identificado no celular do empresário.
A apuração também indica que operações sob suspeita no Banco Master teriam sido intensificadas durante sua gestão no Banco Central.
Pressão política
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), autor de pedidos de investigação, criticou o que chamou de “blindagem” ao ex-presidente do BC.
“Apareceu também, no telefone [de Vorcaro], o nome de Roberto Campos Neto. Eu tenho falado desse sujeito, que tem uma blindagem para proteger o Roberto Campos Neto. É peça central de todo esse processo”, declarou.