O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (9) que descarta “totalmente” a possibilidade de um acordo entre o Partido Novo e a federação formada por União Brasil e Progressistas em uma eventual disputa eleitoral nas eleições de 2026.
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A declaração ocorre após a repercussão do vazamento de mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que indicariam proximidade com o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e com o presidente do Progressistas, o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Proximidade
Documentos analisados pela CPMI do INSS indicam que Vorcaro teria custeado um voo de helicóptero para Rueda e Nogueira após o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1.
Registros obtidos a partir do celular do empresário e analisados pela Polícia Federal do Brasil mostram uma troca de e-mails da empresa PrimeYou, responsável pela gestão da aeronave, confirmando uma reserva de voo em 2 de novembro de 2024.
Outras mensagens atribuídas a Vorcaro e à então companheira dele, Martha Graeff, também apontariam proximidade com o senador Ciro Nogueira. Em uma das conversas, o empresário comemora a apresentação de uma emenda parlamentar que beneficiaria o Banco Master. Em outra, afirma que o senador seria um de seus “grandes amigos de vida”.
Chapa com Flávio Bolsonaro
Durante a entrevista, Zema também comentou especulações de que poderia integrar como vice uma eventual chapa presidencial liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o governador, no entanto, não houve convite até o momento.
“Não recebi convite e vou até o fim com as definições do partido”, afirmou.
A declaração foi feita durante coletiva no Senado Federal do Brasil, em Brasília, onde a bancada do Novo anunciou uma série de medidas políticas relacionadas ao caso.
Entre elas estão o protocolo de um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma representação no Conselho de Ética do Senado contra Davi Alcolumbre (União-AP) e a apresentação de uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o magistrado.