O empresário Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como “Lulinha”, transferiu cerca de R$ 700 mil para Jonas Leite Suassuna Filho, o Jonas Suassuna, ex-sócio do filho do presidente e um dos donos, no papel, do sítio de Atibaia (SP).
As transferências constam da quebra de sigilo de uma das contas bancárias de Lulinha. Segundo informações do site Metrópoles, os pagamentos eram mensais, geralmente de R$ 10 mil, mas chegaram a R$ 50 mil nos meses de junho e julho de 2024.
Todos os repasses foram feitos por TED, sem detalhamento sobre o motivo das transferências. Os valores foram enviados para uma conta de Suassuna no Santander, aberta em uma agência no bairro de Botafogo, no RJ.
Na época em que o caso do sítio de Atibaia veio à tona, em 2016, Suassuna pagava o aluguel do apartamento onde Lulinha morava.
Lula (PT) chegou a ser condenado a 17 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por obras realizadas pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, envolvidas no Petrolão, no sítio.
Formalmente, o imóvel pertencia a empresários. O Ministério Público Federal, porém, sustentou que o espaço era do petista, que frequentava o local, onde havia até pedalinhos com os nomes de netos dele.
De acordo com a quebra de sigilo obtida pela Metrópoles, Lulinha movimentou cerca de R$ 19,3 milhões nessa conta bancária entre 2022 e 2025.