O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou a realização de uma análise técnica antes de decidir se mantém ou anula a votação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A medida, segundo o jornal O Globo, foi adotada após parlamentares governistas questionarem o resultado da deliberação, alegando falhas na contagem de votos durante a sessão. Alcolumbre solicitou que a Polícia Legislativa, a Secretaria-Geral da Mesa e a Advocacia do Senado elaborem relatórios com base nas imagens, registros oficiais e nas regras do regimento interno.
O pedido de revisão foi formalizado por escrito e acompanhado de documentos, fotos e vídeos que, segundo os autores, indicariam irregularidades no procedimento. O material será submetido à avaliação técnica das áreas responsáveis. Não há prazo definido para a decisão da presidência.
Impasse na CPI
A controvérsia teve início quando a comissão decidiu votar em bloco 87 requerimentos, incluindo o pedido de quebra de sigilo de Lulinha. Na votação nominal inicial, foram registrados 18 votos favoráveis e 12 contrários.
Em seguida, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), conduziu nova deliberação de forma simbólica. A divergência surgiu na definição do quórum considerado válido para confirmar o resultado.
Integrantes da base governista afirmam que o número de votos contrários seria suficiente para impedir a aprovação, levando em conta os parlamentares presentes no momento da segunda votação. Já a presidência da comissão sustenta que o quórum a ser considerado é o da votação nominal anterior, que registrou 31 senadores.