Lima comprou Credcesta por 15 mi e repassou ao Master por 30

Sócio petista de Vorcaro ficou bilionário com ajuda de Rui Costa e Jaques Wagner

O banqueiro petista Augusto Lima não é só o ‘rei do consignado’, mas um gênio dos negócios. O ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master concorreu sozinho e levou, por apenas R$ 15 milhões, a rede de supermercados do estado da Bahia. O que lhe interessava, porém, eram os direitos de exploração do Credcesta, um cartão de compras que ele transformou num cartão de benefício consignado — solução financeira que explodiu em poucos anos, transformando Lima e Vorcaro em bilionários.

Documentos internos da operação, obtidos com exclusividade, indicam que logo após a privatização Lima repassou ao Máxima (depois rebatizado de Master) por R$ 30 milhões os direitos de exploração do cartão de benefícios e ainda ficou com 50% do negócio. Ou seja, em poucos dias, o baiano que, segundo Jaques Wagner não tinha dinheiro para participar da concorrência, ficou multimilionário.

Lima também criou uma estrutura de proteção para não ter que arcar com eventuais passivos trabalhistas da Ebal. Fechou o contrato com o governo de Rui Costa usando uma empresa de prateleira (NGV Empreendimentos), repassou os direitos do Credcesta para a PKL One, por R$ 1, e depois vendeu para o Master. Para não se expor, o banqueiro usou a empresa Terra Firme da Bahia Ltda e, depois, subiu tudo para o fundo Diamond FIP, sob administração da Reag.

Como este site revelou ontem, duas semanas depois de privatizar a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela Cesta do Povo, o governador Rui Costa editou decreto garantindo uma margem de consignação exclusiva de 30% para o programa Credcesta. O texto também permitiu a expansão dos serviços financeiros associados ao cartão, no limite de 50%. Na prática, o petista permitiu que os servidores públicos do estado pudessem comprometer até 75% de sua renda com descontos compulsórios e facultativos.

Ao expandir a capacidade de endividamento do funcionalismo, Costa turbinou o contrato para operacionalização do cartão de empréstimos e benefícios, vinculado originalmente à rede de supermercados estadual. A canetada transformou um negócio deficitário e vendido por apenas R$ 15 milhões num portfólio bilionário de consignados, depois usado para alavancar a carteira de CDBs do Master.

É possível dizer que Rui Costa e seu então secretário de Desenvolvimento, Jaques Wagner, transformaram o banco recém-adquirido por Daniel Vorcaro numa máquina de fazer dinheiro. O elo do negócio foi justamente Augusto Lima, o sócio petista do Master. A CPMI do INSS precisa convocá-lo urgentemente para saber se o empresário baiano ao menos agradeceu Costa e Wagner por transformá-lo, de um ‘cabra que vendia consignado para sindicato’ num banqueiro bilionário.

Fontes – Link Original

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