A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), confirmou nesta sexta-feira (30) que deixará o cargo até o fim de março para concorrer nas eleições de 2026. A decisão atende ao prazo legal de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral.
Segundo Tebet, o presidente Lula (PT) manifestou interesse em vê-la na disputa por uma vaga no Senado Federal. A ministra afirmou que, até o momento, esse foi o único cargo tratado nas conversas com o petista e que nenhuma decisão definitiva foi tomada sobre Estado, legenda ou composição de chapa.
Uma definição deve ocorrer antes do Carnaval, após novo encontro entre os dois.
“Coloquei meu destino político nas mãos do presidente. Ele quis me ouvir, não impor nada”, disse a ministra, após participar de um evento em São Paulo.
Tebet reforçou que sua saída do governo é certa, independentemente do cargo que venha a disputar.
“Eu não permaneço no ministério. Sou candidata a alguma coisa em 2026”, afirmou.
A ministra não descartou a possibilidade de transferir o domicílio eleitoral para São Paulo, mas evitou cravar qualquer movimento nesse sentido. Ao comentar o cenário paulista, destacou que o Estado já conta com nomes competitivos no campo governista, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
A movimentação de Tebet ocorre em meio à intensificação das articulações para a eleição ao Senado, considerada estratégica por governo e oposição. Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, o que deve provocar uma ampla renovação a partir da próxima legislatura.
O Palácio do Planalto trabalha para lançar nomes competitivos em diferentes Estados. Além de Tebet, o presidente também tem incentivado aliados a disputar vagas no Senado, como a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), que deve concorrer no Paraná.