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O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Progressistas e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou que não apoiará o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal Metrópoles nesta quarta-feira (6), Nogueira afirmou que a iniciativa é uma “pauta impossível”, destacando que o Senado não possui os 54 votos necessários para aprovar o afastamento do magistrado. “Não assinei e não vou assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre. Sou uma pessoa pragmática, não perco tempo com pautas que não vão ter sucesso”, enfatizou o parlamentar, que já foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro.
A posição de Nogueira gerou reações entre apoiadores do ex-presidente, especialmente após a prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada por Moraes na segunda-feira (4). Parlamentares bolsonaristas intensificaram a pressão no Congresso, ocupando os plenários da Câmara e do Senado para exigir a votação de medidas como a anistia aos condenados do 8 de Janeiro e o impeachment do ministro. Apesar disso, Nogueira reforçou que a decisão de pautar o impeachment cabe exclusivamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que já indicou não ter intenção de avançar com a proposta. O senador argumentou que, mesmo com assinaturas coletadas pela oposição, a falta de apoio suficiente no Senado torna a iniciativa inviável.
A recusa de Ciro Nogueira em apoiar o impeachment de Moraes também provocou críticas de setores bolsonaristas, como o pastor Silas Malafaia, que o chamou de “traidor” em postagens no X. Nogueira, por sua vez, respondeu que não se envolve em questões que não têm viabilidade política, relembrando sua atuação bem-sucedida no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, quando havia apoio suficiente. Nos bastidores, aliados do senador apontam que sua postura reflete uma estratégia de evitar confrontos diretos com o STF, especialmente considerando o risco de investigações e a influência do Supremo em pautas legislativas sensíveis. A decisão de Nogueira evidencia as divisões dentro da base bolsonarista e os desafios para unificar o apoio em torno de medidas contra Moraes.
Fonte: Revista Oeste

