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Cientistas franceses anunciaram a descoberta de um novo grupo sanguíneo, batizado de “Gwada negativo”, identificado em uma mulher originária de Guadalupe, no Caribe. A revelação, oficializada no início de junho pela Sociedade Internacional de Transfusão Sanguínea (ISBT) em Milão, foi possível graças à tecnologia de sequenciamento genético de alta velocidade. A paciente, hoje com cerca de 60 anos, teve a mutação genética detectada em 2019, durante exames de rotina em Paris, antes de uma cirurgia.
A descoberta é considerada inédita, pois a mulher é, até o momento, a única pessoa no mundo conhecida com esse tipo sanguíneo, o que a torna compatível apenas consigo mesma. O nome “Gwada negativo” faz homenagem às raízes guadalupenses da paciente e foi bem recebido pela comunidade científica por sua sonoridade universal, segundo Thierry Peyrard, especialista do Instituto Francês de Sangue (EFS). A identificação desse grupo raro destaca a importância de avanços tecnológicos na análise de DNA para a medicina transfusional.
A descoberta abre novas perspectivas para o estudo de grupos sanguíneos raros e pode aprimorar a segurança em transfusões. Embora a paciente seja a única portadora conhecida, os cientistas esperam que a pesquisa continue a revelar mais sobre mutações genéticas e suas implicações. O caso reforça a necessidade de bancos de sangue diversificados e de maior colaboração internacional para atender pacientes com condições hematológicas únicas.
Fonte: R7

