Doze estudantes da Universidade de Salisbury, em Maryland, nos Estados Unidos, estão sendo acusados de crimes de ódio após espancarem um homem, atraindo-o através do aplicativo de relacionamento Grindr. Segundo o Departamento de Polícia de Salisbury, o grupo teria se passado por um jovem de 16 anos para persuadir a vítima a comparecer a um apartamento.
De acordo com os policiais, os estudantes espancaram o homem por conta de sua “orientação sexual”. Ao chegar ao local, a vítima foi cercada pelo grupo e forçada a se sentar em uma cadeira na sala. O ataque, descrito como “doentio” pelas autoridades, incluiu chutes, socos e cusparadas, além de insultos homofóbicos.
Documentos de acusação, citados pela emissora WJZ, relatam que um dos agressores, identificado pelo moletom da Universidade de Salisbury que vestia, utilizou uma assadeira para golpear a vítima diversas vezes.
Após a agressão, a vítima foi liberada e recebeu atendimento médico para tratar os ferimentos, incluindo uma costela quebrada e hematomas por todo o corpo. A polícia só foi informada sobre o incidente depois que duas testemunhas relataram que um dos agressores havia mostrado um vídeo do ataque para elas.
Os estudantes agora respondem, além de crime de ódio, por acusações de agressão, cárcere privado e ameaça imprudente. Não foram divulgados, no entanto, detalhes sobre a idade da vítima, nem se ela tinha alguma relação com a universidade ou com os agressores.
Em nota, a Universidade de Salisbury informou que todos os estudantes envolvidos foram suspensos até o término da investigação. “A Universidade de Salisbury condena todos os atos de violência”, declarou a instituição. “Qualquer aluno que cometa um ato de violência pode esperar enfrentar acusações criminais e ação disciplinar sob o Código de Padrões Comunitários do Estudante. Os crimes descritos vão contra os valores da universidade.”
O porta-voz da universidade reforçou que “o ódio não tem lugar na SU”, enfatizando o compromisso da instituição com a segurança e o respeito dentro da comunidade acadêmica.
Fonte: Extra