Presidente do Ibama diz que está muito assustado com volume de foco de incêndios

Foto: Fabio Rodrigues- Pozzebom/Agência Brasil

O aumento das temperaturas e a baixa umidade estão deixando várias regiões do Brasil em estado de alerta. Segundo Rodrigo Agostinho, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os incêndios florestais têm tomado proporções alarmantes.

Em entrevista ao Metrópoles, Agostinho comentou que o Brasil vive um período de extremos climáticos, com a situação piorando a cada semana. Ele destacou que “a La Niña já era para estar operando no sistema, mas a situação climática tem se mostrado cada vez mais imprevisível”. A expectativa é que a normalização dos incêndios só ocorra a partir de outubro.

A Crise Climática e os Incêndios Florestais

O fenômeno climático La Niña, que provoca o resfriamento das águas do Oceano Pacífico, estava previsto para começar entre julho e agosto deste ano, mas a demora na sua atuação tem sido um dos fatores agravantes. A consequência é um aumento significativo nos focos de calor em várias regiões do Brasil.

Rodrigo Agostinho destacou que, além do calor elevado e da baixa umidade, há uma “cultura do fogo”, onde pessoas acabam contribuindo para a propagação dos incêndios. “É uma mistura de condições meteorológicas extremas e a ideia de sair colocando fogo em tudo”, explicou o presidente do Ibama.

Quais são os Estados Mais Afetados Pelos Incêndios?

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de perigo potencial de baixa umidade na região central do país. Este alerta abrange os estados de:

  • Amazonas
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Goiás
  • Maranhão
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Pará
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Rondônia
  • São Paulo
  • Tocantins

Essas regiões têm enfrentado seca extrema, o que contribui para a propagação rápida do fogo. Desde o início do ano até 25 de agosto, o Brasil registrou 107.133 focos de calor – um aumento de 75% comparado ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O Que Está Sendo Feito Para Conter Os Incêndios?

Rodrigo Agostinho explicou que a sala de situação do Ibama está discutindo diversas estratégias para conter a quantidade de focos de calor. “A gente tem uma crise climática super pesada, a maior seca da Amazônia e a maior seca do Pantanal da história”, disse. A combinação de fenômenos climáticos extremos e ações humanas têm tornado a tarefa de controlar os incêndios extremamente desafiadora.

O presidente do Ibama alertou que a previsão meteorológica indica pelo menos mais dois meses de incêndios, principalmente em setembro e outubro. “A situação é preocupante, e estamos fazendo todos os esforços possíveis para minimizar os danos”, comentou.

Além disso, bombeiros e brigadistas têm trabalhado incansavelmente para controlar os focos de fogo. Na região do cerrado, próximo à Fundação Oswaldo Cruz e à Universidade de Brasília (UnB), equipes conseguiram conter incêndios intensos, mas o trabalho continua árduo.

Neste cenário, a conscientização da população é fundamental. Combater a cultura do fogo e adotar práticas sustentáveis são passos essenciais para reduzir os impactos dos incêndios florestais. As autoridades seguem em alerta máximo, esperando que a situação se normalize o quanto antes.

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