Carolina Pennacchioti, de 35 anos, uma das acusadas de participar da quadrilha de tráfico internacional de cocaína que atuava no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, relatou em áudios o funcionamento do suposto esquema de troca de etiquetas em bagagens.
No material divulgado pelo programa Fantástico, da TV Globo, a prestadora de serviços contratada pela empresa WFS Orbital usava códigos em conversas sobre o suposto esquema. Em um dos áudios, a mulher teria conversado com a mãe, citando Tamiris Zacharias, funcionária da Gol Linhas Aéreas, de 31 anos, também acusada de integrar a quadrilha.
“Eu tô aqui fora, esperando a Tamiris mandar a ‘bola’. Eu tô com fome, mãe. Eu vou demorar mais uns 40 minutos, uma hora, no máximo”, diz Carolina.
Segundo a Polícia Federal (PF), “mandar a bola” significa despachar a cocaína na mala.
Outro áudio revela como seria o recebimento pelo serviço realizado. “Eu tenho que pegar ‘500 conto meu’ e ‘500 da Tamiris’, de um ‘café’ que a gente ganhou. Tenho que ir atrás da minha moeda, mãe.”
“Café” seria um adiantamento pelo crime cometido, dizem as autoridades. Um vídeo também publicado pela reportagem mostra uma mulher – que seria Carolina – segurando diversas notas de R$ 100.