Fontes da Polícia Federal informaram à CNN que, nos próximos dias, Alexandre de Moraes e seus familiares devem ser ouvidos dentro do inquérito que apura a agressão contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e o filho dele no aeroporto de Roma, na sexta-feira passada (14).
De acordo com fontes da PF, por ser ministro, ele tem a prerrogativa de escolher a data, horário e local de seu depoimento, bem como se ele pode fazê-lo por escrito ou de forma presencial.
A ideia da PF é que os depoimentos dele, da mulher do ministro e do filho ajudem a elucidar o episódio. Eles serão ouvidos como denunciantes, e não como investigados.
Fontes ligadas à investigação apontam que há possibilidade de que o empresário acusado pelo ministro e seus familiares possam ter incorrido em mais dois tipos penais além dos que foram divulgados inicialmente pela PF: crime de calúnia contra funcionário público em razão de suas funções e crime contra o Estado Democrático de Direito.
Há na corporação um sentimento de que é necessário utilizar esse caso como paradigma contra episódios de agressões de autoridades, em especial do Judiciário, que cresceram nos últimos meses, segundo apurou a CNN.
Policiais com quem a CNN conversou nesta quinta-feira (20) defenderam a operação de busca e apreensão realizada na residência do empresário como algo necessário para apurar de fato o que ocorreu no aeroporto.