A compra de arroz para merenda escolar pela Prefeitura de Juiz de Fora (MG) tem gerado polêmica nas redes sociais. Ocorre que a empresa que venceu a licitação para o fornecimento do alimento é a Cooperativa de Trabalhadores Assentados de Porto Alegre (Cootap), ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Publicações nas redes sociais acusaram a prefeita Margarida Salomão (PT) de selecionar o fornecedor com base em preferências políticas. O preço unitário, de R$ 43,06, também foi acusado de superfaturamento, o que foi rebatido pela gestão municipal. O valor total do contrato passa de R$ 818 mil.
A informação ganhou repercussão após publicação do ex-deputado estadual Isauro Calais (PSC), que acusa a prefeita de tentar beneficiar os “companheiros do MST”. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar comparou o preço de outras marcas de arroz. A prefeitura, por sua vez, disse que “não faz qualquer sentido comparar preços de arroz orgânico com arroz branco, vendido em supermercado”.