A rinite está entre os problemas de saúde mais frequentes do inverno – seja ela viral ou alérgica. Aliás, ambos os quadros compartilham basicamente os mesmos sintomas: coriza, espirro e congestão nasal. No entanto, algumas particularidades fazem a diferença na hora de prevenir e combater as condições.
Segundo a médica otorrinolaringologista Renata Moura Barizon, coordenadora de Otorrinolaringologia da Associação Médica Fluminense, a rinite viral é bastante frequente nesta época do ano porque as pessoas tendem a ficar em ambientes fechados, com maior aglomeração, por conta do frio.
“E aí, se tiver uma pessoa contaminada ali, um espirro ou tosse pode acabar dissipando o vírus para quem está naquele ambiente”, afirma a médica.
O quadro alérgico também é comum durante a estação por uma série de razões, aponta Renata. Algumas delas são o casaco de frio que ficou muito tempo no guarda-roupas juntando poeira e ácaro, ou as condições de um destino de viagem de férias, como áreas de serra, que costumam ser regiões úmidas e acumular muito mofo.
Assim como o quadro viral, o diagnóstico da rinite alérgica depende da história clínica do paciente. Isto é, se ele teve contato com poeira ou mofo, por exemplo. No caso da contaminação por vírus, geralmente o paciente indica ter tido contato com alguém que estava gripado ou resfriado.
Além disso, no quadro viral, além dos sintomas comuns, o paciente pode apresentar prostração, febre e outros sintomas virais, como diarreia ou vômito, aponta Renata. E seu tratamento, por sua vez, está associado ao tratamento da virose causadora da rinite.