O programa ALive desta sexta-feira (06) relembrou que Leonel Brizola, de esquerda, era contra as urnas eletrônicas. Em 28 de setembro de 2000, o então candidato do PDT à Prefeitura de Porto Alegre (RS) criticou a “informatização” das eleições e afirmou que o sistema retirava o “caráter democrático” das votações.
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Ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, Brizola dizia que as urnas tornavam as eleições mais vulneráveis a fraudes e impediam a recontagem dos votos. “[…] Não há verdade eleitoral sem recontagem”, declarou durante uma agenda de campanha na capital gaúcha.
Na mesma ocasião, o líder trabalhista afirmou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) controlava um “subprograma” instalado em todas as urnas eletrônicas. Segundo ele, a Justiça Eleitoral não tinha acesso ao sistema. Brizola também disse que esse controle “faz parte do acordo” entre o Executivo e a Justiça Eleitoral para a compra dos equipamentos.
O pedetista relacionou suas críticas à experiência eleitoral de 1982, quando disputou o governo do Rio de Janeiro. “Eu fui vítima de uma fraude quando entraram os computadores no processo de totalização”, disse.
Naquele ano, a apuração foi informatizada pela primeira vez. Brizola acusou a Rede Globo de tentar um golpe devido à demora na divulgação dos resultados. A emissora afirmou que a coleta de dados nas sessões eleitorais era demorada.
A apuração também foi marcada por erros nos boletins de totalização da Proconsult, empresa contratada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Os resultados iniciais apontavam Moreira Franco, candidato do PDS, na liderança.
A contagem chegou a ser suspensa, e a disputa se prolongou por quase um mês. Em 13 de dezembro, o TRE divulgou o resultado oficial: Brizola foi eleito com 1.709.264 votos, uma vantagem de 179 mil votos sobre Moreira Franco.
Em 1989, na primeira eleição presidencial direta após o regime militar, Brizola também fez denúncias e manifestou temor de fraude eleitoral. As suspeitas tinham como referência o caso Proconsult, ocorrido durante a apuração da eleição para o governo do Rio de Janeiro, em 1982.
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