Nikolas rejeita Motta e defende candidatura própria do PL

Nikolas Ferreira

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu que o Partido Liberal lance um candidato próprio à presidência da Câmara dos Deputados em 2027, em vez de apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB). Para o parlamentar, a legenda deve preservar sua identidade política e evitar acordos em troca de cargos na estrutura da Casa.

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A declaração foi feita nesta terça-feira (3), após reunião na sede nacional do PL, em Brasília.

Nikolas afirmou que a aproximação com Motta seria incoerente diante do posicionamento político adotado pelo presidente da Câmara durante as eleições de 2026, quando apoiou o presidente Lula (PT).

“Significa não caminhar junto com o Hugo Motta. Eu acho que manter a nossa identidade […] conversa com o Hugo de forma institucional, irei conversar com ele, inclusive, mas acredito que, neste momento, esse recado para as pessoas é muito importante”, afirmou.

O deputado também criticou a possibilidade de a sigla negociar apoio em troca de espaço na Mesa Diretora ou no comando de comissões permanentes. Na avaliação dele, a prioridade deve ser demonstrar coerência com o eleitorado que garantiu ao PL uma das maiores bancadas do Congresso.

Questionado sobre possíveis candidatos da legenda, Nikolas mencionou o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), como alternativas para enfrentar a disputa.

“Luiz Philippe de Orleans e Bragança, acho que é um cara com capacidade. O Sóstenes também, o atual líder do PL, é um nome que eu acho que compõe, um nome que dialoga. Existem cenários aí, mas, mais uma vez, nada definido”, declarou.

A posição de Nikolas expõe a resistência de uma ala do PL a um acordo com Motta, que reúne apoio de diferentes partidos para tentar permanecer no comando da Câmara. Parte da bancada defende que a legenda mantenha independência nas negociações, mesmo que isso implique abrir mão de espaços na estrutura de poder do Legislativo.

A direção nacional do PL ainda não definiu o posicionamento da bancada. A decisão deverá considerar as discussões internas e os interesses dos parlamentares eleitos para a próxima legislatura.

A eleição para a presidência da Câmara está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

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