O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, criticou ontem (19) o presidente Lula (PT) por tentar “criminalizar a advocacia” durante o debate presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL), realizado no domingo (18). No confronto, o petista questionou a atuação do senador como advogado na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli.
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Durante sessão da ordem, Simonetti afirmou que Lula instigou Flávio, por mais de uma vez, a se manifestar sobre sua atuação na impetração de um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), cuja ordem foi concedida.
“Na noite de ontem, durante o debate presidencial, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, por mais de uma vez, instigou o candidato Flávio Bolsonaro a se manifestar sobre um tema que chegou ao conhecimento deste Conselho Federal: sua atuação na qualidade de advogado na impetração de um habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cuja ordem foi concedida. Após algumas investidas do candidato Lula, Flávio teria afirmado: “Não criminalize a advocacia”. Embora a Ordem dos Advogados do Brasil se mantenha equidistante de toda e qualquer questão político-partidária, não pode permanecer silente diante de tentativa de criminalizar a advocacia em rede nacional”, disse Simonetti.
O presidente da OAB afirmou que a manifestação era necessária “porque o debate político não pode diminuir, desqualificar ou converter em instrumento ideológico o exercício da advocacia, que deve ser respeitado e defendido em todo tempo e sob quaisquer circunstâncias”.
“Assim, repudiamos, uma vez mais, qualquer tentativa de criminalizar a advocacia, independentemente de sua origem”, declarou.
Ao encerrar o pronunciamento, Simonetti ressaltou que sua manifestação “se compromete com a expressão da luta permanente da Ordem em defesa da classe, das prerrogativas profissionais, e não deve ser utilizada para exploração eleitoreira”.
