O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou na manhã desta terça-feira (18) que “ameaças de altas autoridades em Brasília” teriam afastado partidos de centro de sua candidatura ao Palácio do Planalto. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Itatiaia.
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Segundo Flávio, dirigentes dessas legendas foram pressionados a não apoiar sua campanha. “Seria importante ter o tempo de TV e rádio, mas hoje todos estão vendo as razões. Eles [dirigentes de partidos de centro] receberam ameaças de altas autoridades em Brasília para não se juntar à minha candidatura”, afirmou.
O candidato também disse que pretende utilizar a imagem do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em sua campanha dentro dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral. “O jurídico ainda vai me dar o limite. Vou usar o limite do que a legislação permitir”, afirmou Flávio ao ser questionado sobre a participação do ex-presidente na campanha.
Na mesma entrevista, Flávio classificou como “vexaminosa” e “absurda” a relação entre Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT), e Roberta Luchsinger, apontada como lobista na investigação da Farra do INSS.
“O mundo não dá voltas, ele capota. A corrupção do INSS chegou dentro do gabinete do Lula, por intermédio do Marcola (assessor do presidente Lula). O Lula também tem o seu Marcola. A pessoa que abre as portas para o Lulinha fazer negócios, como aconteceu no ministério da Saúde. Se isso não te indigna, não sei mais o que vai te deixar indignado. É o filho usando a influência do pai, usando a máquina pública para fazer negócio. Isso é corrupção na veia”, afirmou o parlamentar na entrevista.
O presidenciável também disse Lulinha e Luchsinger se beneficiaram de provenientes de aposentados: “É vexaminoso, constrangedor e tristeve ver como a pessoa que abre a porta, pede joia e troca de facilitar a vida do Lulinha e da lobista do INSS. Foi para a conta deles o dinheiro dos aposentados do INSS. Essa parceria, Roberta e Lulinha, para onde há a suspeita de que foi o dinheiro dos aposentados do INSS. O Marcola era o braço direito do Lula ficava com ele na cadeia. Agora estamos vendo esse mar de lama, essa sujeira. Ninguém mais suporta o Lula e o governo dele”.
