Advogado de Gaspar vai ao STF pedir celeridade em denúncia falsa

O advogado Tracy Reinaldet, que defende o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice de Flávio Bolsonaro (PL), foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (17) para se reunir com a equipe do ministro Gilmar Mendes.

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O encontro teve como objetivo pedir celeridade na investigação de uma denúncia de estupro apresentada contra o parlamentar pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSD-MS).

Segundo informações recebidas pela campanha, a reunião foi considerada positiva pela defesa.

A acusação surgiu após um embate durante a CPMI do INSS, em 27 de março. A representação foi encaminhada ao STF e ficou sob relatoria de Gilmar Mendes.

O ministro solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão determinou a realização de diligências. Um encontro entre Alfredo Gaspar e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve ocorrer nos próximos dias.

Defesa contesta acusação

Desde a apresentação da denúncia, Gaspar adotou medidas judiciais e administrativas contra os parlamentares que fizeram a acusação.

A defesa apresentou notícia-crime no STF contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke por supostos crimes de coação no curso do processo, calúnia e injúria. Também protocolou representação na PGR por denunciação caluniosa.

Gaspar ainda se colocou à disposição da Superintendência da Polícia Federal para prestar esclarecimentos e ingressou com ação de indenização por danos morais contra os dois parlamentares.

A defesa também apresentou representação no Conselho de Ética e uma ação cautelar para produção antecipada de prova. Nesse processo, o deputado pediu a coleta de seu material genético.

A Justiça concedeu liminar autorizando a coleta. O material foi obtido e, segundo a defesa, Gaspar pediu que seja comparado ao material genético da criança vítima do suposto estupro.

Acusação ocorreu durante CPMI do INSS

A denúncia contra Gaspar foi apresentada após o confronto ocorrido durante a CPMI do INSS. O caso passou a tramitar no STF e está sob análise do ministro Gilmar Mendes.

Após a escolha de Gaspar para compor a chapa de Flávio Bolsonaro, Lindbergh procurou o PL para tratar do assunto. Segundo informações divulgadas pela CNN, o deputado teria reduzido o tom das manifestações sobre a acusação.

Posteriormente, houve pressão interna no PT para que Lindbergh não interferisse no episódio, diante do impacto eleitoral que o caso poderia produzir.



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