O plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já está concluído e será divulgado junto com o registro da candidatura à Presidência da República, previsto para ocorrer entre os dias 1º e 2 de agosto. A informação foi confirmada pelo coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN).
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“No dia em que houver o registro da candidatura, será divulgado. Nossa convenção é em 25 de julho. Em 1º ou 2 de agosto haverá o registro e o plano será apensado, como manda a legislação”, afirmou Marinho após reunião com Flávio Bolsonaro realizada na terça-feira (21).
A apresentação do programa de governo ocorrerá dias após a convenção nacional do PL, marcada para este sábado (25), em São Paulo, quando o partido deverá oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Segurança e economia serão os principais eixos
Segundo integrantes da campanha, o documento prioriza uma agenda econômica de perfil liberal e propostas voltadas à segurança pública.
Entre as medidas já antecipadas pelo pré-candidato estão o endurecimento do combate ao crime, a redução da maioridade penal, a castração química de condenados por pedofilia, a ampliação de vagas no sistema prisional e ações de enfrentamento ao feminicídio.
A campanha também pretende utilizar propostas voltadas às mulheres como parte da estratégia para ampliar o apoio junto ao eleitorado feminino.
Vice continua indefinida
Apesar de o programa de governo já estar concluído, a definição da candidata a vice-presidente segue em aberto.
Marinho afirmou que a escolha dependerá da conclusão das negociações para formação da coligação nacional e negou que exista convite formal a qualquer nome.
“Existem várias pessoas que estão sendo levadas em consideração. Prefiro não fulanizar o processo, até porque tem pessoas de partidos que não estão confirmados que estarão conosco. Depois dessa definição é que poderíamos definir quem será essa candidata e fazer um convite formal. Não fizemos convite a ninguém, que eu saiba. Houve sondagens, é evidente, mas convite mesmo eu acredito que não tenha havido.”
Entre os nomes citados nos bastidores estão a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que já informou ao PL que não pretende integrar a chapa.
O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou que a decisão final sobre a composição da chapa caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que participa das definições por meio de advogados e interlocutores.
Pesquisa mostra disputa equilibrada
A divulgação do plano de governo ocorrerá em um momento de equilíbrio na corrida presidencial, segundo a pesquisa nacional da Gerp.
O levantamento, realizado entre 15 e 17 de julho com 2.000 entrevistados, mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tanto na pesquisa estimulada, com 38% para cada um, quanto na espontânea, em que Flávio aparece com 32% e Lula com 31%. O instituto também registrou rejeição semelhante entre os dois principais pré-candidatos: 47% para Lula e 46% para Flávio. A pesquisa possui margem de erro de 2,19 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-05026/2026.