Os Estados Unidos e o Irã chegaram no domingo (14) a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para navios petroleiros do mundo e responsável por cerca de 20% do transporte global da commodity. Os detalhes do acordo não foram divulgados imediatamente.
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O Paquistão, principal mediador das negociações, afirmou que a assinatura ocorrerá na próxima sexta (19), na Suíça. Questões como o programa nuclear iraniano deverão ser discutidas posteriormente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou no domingo que um acordo havia sido alcançado e disse ter autorizado o fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos em Ormuz, imposto em retaliação ao controle do Irã sobre a importante via navegável.
“Parabéns a todos!”, escreveu Trump nas redes sociais, acrescentando: “Por meio deste, autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos.”
Os EUA já haviam declarado que iriam aliviar o bloqueio aos portos iranianos com a reabertura do estreito e que concordariam em flexibilizar as sanções para permitir que o Irã vendesse mais petróleo e fortalecesse sua economia debilitada.
O Irã afirmou que a previsão para a reabertura de Ormuz é de até 30 dias. A informação é da agência Mehr, ligada ao regime iraniano.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, confirmou o acordo à televisão estatal, mas afirmou que o país não começará a implementá-lo antes da assinatura, prevista para sexta-feira. Segundo ele, a expectativa é que um acordo final seja concluído em até 60 dias.
Após o anúncio do acordo, o preço do petróleo caiu. O barril do Brent, referência global, recuou 4% e passou a ser negociado a US$ 84 (R$ 426, na cotação atual). Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, também registrou queda e é negociado a US$ 81 por barril (R$ 411), segundo o jornal “The New York Times”.