Marco Rubio declarou que já não fazemos parte da lista de ‘países amigáveis’ aos EUA. Em sua região de influência, integramos agora o seleto grupo de ditaduras sanguinárias, como Cuba, Nicarágua, Colômbia e Venezuela. Na prática, o Brasil sob Lula foi rebaixado para a segunda divisão da geopolítica global. Adeus, relações preferenciais, investimentos estratégicos, acordos de segurança. Somos oficialmente um pária internacional, graças ao líder máximo do PT.
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Essa conquista, claro, não seria possível sem o auxílio luxuoso do Supremo Tribunal Federal, uma corte integrada por déspotas e vigaristas – com raras exceções. Quem diz isso é o próprio governo americano, que, no relatório final da investigação feita pelo USTR (Escritório de Comércio dos EUA), empilha as decisões ilegais de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Somos um regime de exceção, em seu pior sentido, onde críticos são perseguidos e o devido processo legal deixou de existir.
Uma nação sem qualquer projeto de país e onde o presidente gastou seu terceiro mandato com ofensas e acusações infantis contra o líder da maior potência militar e econômica do planeta, apenas para satisfazer sua militância radical. Uma nação sem qualquer segurança jurídica e onde qualquer canetada de ministro do STF elimina leis, contratos, negócios, reputações e vidas. Somos governados por gente da laia de Nicolas Maduro, Daniel Ortega, Gustavo Petro e Miguel Díaz-Canel.
Sendo assim, não merecemos compaixão. Merecemos tarifas de 25% sob nossos produtos e fuga massiva de investimentos; merecemos o isolamento diplomático, com a exclusão do Brasil de fóruns regionais e multilaterais; merecemos agentes da CIA cumprindo missões especiais por aqui. Merecemos ser humilhados com a abertura de uma investigação contra o presidente da República e até sua eventual prisão, numa operação secreta das forças especiais americanas.
Merecemos a tutela externa, pois somos incapazes de resolver nossos próprios problemas. Da lista de presidentes párias da região, Maduro é o exemplo mais bem acabado e passará os restos de seus dias numa penitenciária federal americana. Diaz-Canel tenta evitar o mesmo destino, assim como fez Petro, que recuou nas agressões rasas e torce agora para que seu pupilo Iván Cepeda seja reeleito. Lula pode acabar como Maduro, se esticar a corda, ou pode recuar e dar a sorte de não ser reeleito.
Rubio conta com isso, na verdade. Como ressaltou em sua fala, o Brasil passa por um “processo eleitoral” e poderá ser reabilitado com a eleição de Flávio Bolsonaro, chamado por Trump de “jovem inteligente que ama muito seu país”. Sim, um verdadeiro patriota nunca colocaria toda a nação em risco, por mera vaidade ou qualquer interesse oculto. Lula coloca o país numa posição inédita e desconfortável, que cobrará seu preço em inflação, escassez, desemprego ou coisa pior.
Ele é o verdadeiro traidor. Para o próprio Lula, traidores merecem a forca. Eu ficarei satisfeito se ele puder pagar em vida por seus crimes contra a pátria.