O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), voltou a demonstrar proximidade com o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em publicação feita nesta terça-feira (2), Trump elogiou o parlamentar brasileiro ao relembrar o encontro realizado na semana passada no Salão Oval da Casa Branca.
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“Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — Um jovem inteligente que ama muito seu país, o Brasil!”, escreveu o presidente americano. A mensagem foi assinada como “Presidente Donald J. Trump”.
A manifestação ocorre uma semana após a visita de Flávio a Washington, em uma agenda que ampliou a interlocução do senador com o alto escalão do governo americano. No dia 26 de maio, o parlamentar participou de uma reunião reservada com Trump no Salão Oval, encontro no qual foram discutidos temas como segurança pública, combate ao crime organizado, comércio bilateral e minerais estratégicos.
Após o encontro, Flávio classificou a conversa como produtiva e destacou a aproximação entre lideranças conservadoras dos dois países.
No dia seguinte, o senador retornou à Casa Branca para cumprir uma série de compromissos com integrantes da administração republicana. Entre eles, reuniões com o vice-presidente norte-americano, JD Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio.
Segundo relatos divulgados após os encontros, os temas abordados incluíram o combate às facções criminosas, liberdade de expressão e cooperação em segurança internacional.
Durante a passagem pelos Estados Unidos, Flávio também defendeu junto às autoridades americanas a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida posteriormente adotada pelo Departamento de Estado dos EUA.
A nova manifestação de Trump acontece em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington. Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação sobre supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses americanos.
Mais cedo, o presidente Lula (PT) atribuiu a ofensiva comercial americana à atuação da família Bolsonaro junto ao governo Trump e acusou Flávio de agir contra os interesses nacionais. O senador, por sua vez, afirmou que pediu “expressamente” ao presidente americano que não adotasse medidas de taxação contra o Brasil.