O deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticou nesta sexta-feira (15) a postura de setores da direita após a divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro.
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Durante participação no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, Frias afirmou que há oportunismo político dentro da própria direita e disse que parte dos aliados antecipou condenações sem conhecer todos os fatos.
“Tem político fazendo papel de moleque. E mostra claramente que não está interessado no Brasil”, declarou.
Segundo Frias, a reação de integrantes da direita ao caso demonstrou falta de unidade em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
“Hoje você não vê uma adesão, na própria direita, que aposte 100% das fichas no Flávio. Muito pelo contrário. Temos oportunistas falando: ‘ah, porque vai fazer a mesma coisa’. Então isso não é sério”, afirmou.
O deputado também criticou o que chamou de tentativa de criminalização da produção do filme sobre Bolsonaro.
“Estão querendo praticamente incriminar as pessoas por algo que não existiu”, disse.
Frias afirmou que o longa não possui conteúdo eleitoral nem promoção de candidatura. Segundo ele, o filme retrata a história pessoal e política de Jair Bolsonaro durante a eleição de 2018.
“O filme é da história de Jair Bolsonaro, que não é candidato. Os filhos aparecem como personagens do filme, mas não são candidatos”, declarou.
O parlamentar disse ainda que a produção não aborda temas ligados ao STF, ao PT ou a disputas institucionais.
“O filme não fala de PT. O filme não fala de STF. O filme gira em torno de um cara obstinado, com fé, que ama a família e acredita em Deus”, afirmou.
Durante a entrevista, Frias voltou a defender o lançamento do longa antes das eleições, caso haja condições para isso no Brasil.
“Se estivéssemos numa normalidade institucional, não haveria problema algum em lançar esse filme agora”, declarou.
O deputado afirmou que a equipe avalia cenários para a estreia e disse que o lançamento nos Estados Unidos está mantido.
“Nos Estados Unidos nós vamos lançar, queiram ou não queiram”, disse.
Frias também comparou o filme sobre Bolsonaro a produções feitas sobre outras lideranças políticas brasileiras.
“Teve filme do Lula, teve filme do Temer. Por que não pode ter um filme de Jair Bolsonaro?”, questionou.
As declarações ocorrem após a divulgação de áudios publicados pelo site The Intercept Brasil, nos quais Flávio Bolsonaro cobra pagamentos de Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”. Segundo a reportagem, o banqueiro teria repassado cerca de R$ 61 milhões ao projeto.
Flávio confirmou os contatos com Vorcaro, afirmou que buscava patrocínio privado para o longa e negou irregularidades. Já Mário Frias e a produtora GOUP Entertainment sustentam que a cinebiografia não recebeu “um único centavo” diretamente do banqueiro.
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