Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou que a morosidade do Ministério da Saúde na compra de vacinas CoronaVac, já na gestão Lula, resultou no desperdício de pelo menos R$ 260 milhões.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
Os principais pontos apontados pela auditoria incluem:
- Lentidão no Processo: A negociação para a aquisição de 10 milhões de doses, iniciada em 2023, arrastou-se por mais de sete meses até ser concluída.
- Doses Incineradas: Devido ao atraso, cerca de 8 milhões de doses (80% do total adquirido) chegaram com validade curta e venceram nos armazéns do governo sem serem distribuídas, sendo posteriormente incineradas.
- Baixa Demanda: No momento da entrega, o imunizante do Instituto Butantan já estava em desuso no SUS, pois não estava atualizado para as variantes em circulação.
- Risco Assumido: O Ministério da Saúde dispensou cláusulas de proteção contratual que obrigariam o fornecedor a substituir lotes com validade reduzida, aceitando o risco de perda do produto.
Posicionamento do Ministério da Saúde
O órgão alegou que seguiu as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e atribuiu parte da responsabilidade ao governo anterior pelo “abandono de estoques”, embora a auditoria do TCU foque especificamente na demora da contratação ocorrida em 2023.