Lula acaba de ser derrotado pela segunda vez em menos de 24 horas, com a derrubada de seu veto ao PL da Dosimetria. Eleito para um terceiro mandato com o discurso de defesa da democracia e de pacificação do país, o petista poderia ter sancionado a lei meses atrás – não perderia votos de seu eleitor fiel, demonstraria independência em relação ao STF de Alexandre de Moraes e ainda calaria a boca da direita, usando o alívio das penas dos patriotas e de Jair Bolsonaro como trunfo eleitoral inquestionável.
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Um estadista de verdade sabe o valor de decisões magnânimas. Um anão moral age com o fígado, exigindo vingança total. Não se pode exigir de Lula, portanto, o comportamento de um estadista. Depois de duas derrotas, o petista está acuado, emparedado, pensando em como reagir de forma brutal. Pode, por exemplo, colocar Jorge Messias no Ministério da Justiça para turbinar a perseguição política via Polícia Federal.
A estratégia de assédio reputacional contra Davi Alcolumbre, Flávio Bolsonaro e tantos outros já está em curso. Tanto nas redes como na tribuna, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Guilherme Boulos, Glauber Rocha, Erika Hilton e tantos outros retomaram a campanha “Congresso inimigo do povo”, tomando a pessoa pela instituição, atacando o Legislativo e a própria democracia. A esquerda quer inflamar a militância, ativar o gatilho da indignação popular para tentar recuperar o terreno perdido.
Nada disso, porém, encobrirá as derrotas de Lula, do PT e de seus satélites. Ao contrário! A reação violenta a derrotas políticas comuns à vida republicana apenas expõe o DNA tirânico da esquerda, demonstra de forma cabal que o discurso de defesa da democracia é apenas um recurso retórico para impor sua visão hegemônica do poder. Coisa de stalinista, de nazista, de fascista. Coisa de gente que não merece a vida pública, muito menos posições de poder.
É aquela velha história: se o poder revela quem o homem é, a derrota mostra do que ele é feito. Você acha que essa turma da esquerda é feita de quê?