O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta-feira (30) que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF foi “incompreensível” e representa um “enfraquecimento da instituição Presidência da República”.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
“Esse gesto é incompreensível. Tem gente comemorando porque, muitas vezes, não sabe do que está falando e acha que é uma vitória da oposição. Não foi. Foi um enfraquecimento da instituição Presidência da República e do combate ao crime no país”, declarou.
Haddad também afirmou que o resultado não deve ter impacto duradouro sobre o governo.
“O presidente Lula sempre sai fortalecido desses embates. Toda vez que eu o vi perder uma batalha dessas, no ano passado mesmo, quando fomos taxar os super ricos e o Congresso impôs uma derrota, o governo reagiu e saiu por cima”, disse.
Jorge Messias foi indicado por Lula para a vaga aberta no STF após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Após meses de articulação, o nome foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas rejeitado no plenário do Senado, com 34 votos favoráveis, abaixo dos 41 necessários.
Haddad também relacionou o resultado a uma oportunidade perdida no combate a crimes.
“Para mim teve um gosto amargo, porque ele seria um grande ministro do STF. Para ajudar no combate à corrupção, impedir essas liminares e que a lei não fosse cumprida em todo o seu rigor. Acho que seria uma grande contribuição”, afirmou.
A indicação contava com apoio de setores religiosos e do ministro André Mendonça. A votação no plenário foi secreta.
Durante a entrevista, Haddad evitou comentar diretamente a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e afirmou que sua relação com o Legislativo, à época em que esteve no governo, foi institucional.