O Partido Liberal (PL) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o Partido dos Trabalhadores por um vídeo que associa o senador Flávio Bolsonaro ao caso do Banco Master.
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O pedido foi apresentado pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) nesta segunda-feira (27).
No material, divulgado durante congresso do PT e compartilhado nas redes, o narrador utiliza a expressão “bolsomaster” e atribui ao senador participação no esquema.
“Flávio Bolsonaro é do esquema, esquema das rachadinhas, que desviou milhões de reais da Alerj, esquema de lavagem de dinheiro com a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo, esquema de milicianos que trabalhavam no seu gabinete. E o esquema bolsomaster, que rendeu essa mansão de R$ 6 milhões para Flávio em Brasília. Se duvidar, dê um google. O Flávio é o filho mais corrupto do Bolsonaro”, diz o vídeo.
Segundo Sanderson, o conteúdo apresenta acusações como fatos, sem respaldo em investigações formais.
“No presente caso, não se trata de mera crítica política ou opinião, mas de imputação direta de condutas ilícitas sem respaldo em investigações formais conhecidas, apresentada em formato que simula veracidade factual”, afirma.
O deputado solicitou abertura de investigação para identificar os responsáveis pela produção e divulgação do material, além da adoção de medidas para interromper a circulação do vídeo.
O parlamentar também pediu eventual envio do caso ao Tribunal Superior Eleitoral e responsabilização dos envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades.
A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que as acusações são “mentirosas e absurdas” e que o senador não é citado formalmente nas investigações do caso.
O PT sustenta no vídeo que o banco foi autorizado a operar em 2019 e menciona doações eleitorais ligadas a pessoas próximas ao empresário Daniel Vorcaro.
Segundo o deputado, as medidas devem ser adotadas com urgência devido à rápida circulação do conteúdo em ambiente digital.