O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar a possível participação do deputado federal Adail Filho (MDB-AM) em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.
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A apuração teve início após a Polícia Federal apreender R$ 1,2 milhão em espécie com três empresários do Amazonas, durante uma operação no aeroporto de Brasília, em maio de 2025. A investigação aponta indícios de ligação entre o parlamentar e os suspeitos flagrados com o montante.
Segundo os investigadores, as empresas envolvidas mantêm contratos com a prefeitura de Coari, no interior amazonense, administrada por Adail Pinheiro, pai do deputado. A relação entre os contratos públicos e os recursos apreendidos passou a ser um dos principais focos da investigação.
As diligências também analisam possíveis irregularidades em processos licitatórios conduzidos pela administração municipal, além da destinação de verbas públicas ao município por meio de emendas parlamentares indicadas por Adail Filho. A suspeita é de que esses recursos possam ter sido utilizados de forma indevida ou vinculados a contratos sob apuração.
Com a abertura formal do inquérito, a Polícia Federal deve aprofundar a coleta de provas, incluindo a análise de movimentações financeiras e vínculos entre os envolvidos. Até o momento, nem o deputado, nem os empresários citados, tampouco o prefeito de Coari, se manifestaram publicamente sobre o caso.