A prefeitura de Belém decretou estado de emergência na noite de domingo (20) após a cidade ser atingida por cerca de 26 horas ininterruptas de chuva. O episódio, iniciado ainda na tarde de sábado, provocou transtornos em diferentes regiões e levou à mobilização de equipes públicas diante da previsão de novos acumulados nos próximos dias.
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O volume de água fez rios e canais transbordarem, avançando sobre ruas e áreas residenciais. No bairro da Terra-Firme, um dos mais afetados, o rio Tucunduba saiu do leito e invadiu casas, deixando moradores ilhados e causando perdas materiais.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia mostram que, apenas no domingo, foram registrados 78,2 milímetros de chuva — índice cerca de cinco vezes superior à média diária de abril. Com isso, o acumulado do mês já ultrapassa o esperado para todo o período, evidenciando a intensidade atípica do fenômeno.
Segundo a prefeitura, em menos de 24 horas o volume superou 150 mm, configurando um dos episódios mais intensos dos últimos dez anos. Os impactos também atingiram o fornecimento de energia elétrica: aproximadamente 5 mil imóveis ficaram sem luz. A concessionária responsável informou que trabalha para restabelecer o serviço de forma gradual.
Na Pedreira, a queda de uma árvore sobre a rede elétrica interditou parte da avenida Pedro Miranda, agravando os transtornos no trânsito. Em meio ao cenário de alagamentos, moradores passaram a compartilhar nas redes sociais registros da situação, incluindo imagens de residências completamente tomadas pela água.
Até o momento, não há um balanço consolidado sobre o número de atingidos. Equipes da Defesa Civil, assistência social e serviços urbanos foram acionadas para prestar apoio a famílias desalojadas e à população em situação de vulnerabilidade. O Corpo de Bombeiros segue em atuação nas áreas mais críticas, enquanto o município mantém monitoramento permanente diante da possibilidade de novas chuvas.