Fim da escala 6×1 vai elevar custos e atingir o consumidor!

Declarações no programa Alive criticam proposta do fim da escala 6x1 e apontam impacto econômico e político da medida

Nesta sexta-feira (17), durante o programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, participantes discutiram o fim da escala 6×1 e criticaram a proposta, apontando efeitos econômicos e jurídicos da medida.

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Dantas diz que a mudança representa interferência indevida do Estado na relação entre empregador e empregado. “Se você não quer trabalhar aos sábados, troque de emprego. Simples assim”, disse. Segundo ele, a proposta tende a ampliar disputas judiciais. “Isso é o tipo de mudança constitucional que vai gerar uma avalanche de processos trabalhistas.”

Dantas também declarou que a medida aumenta custos na economia. Para ele, a redução da jornada implicaria mais contratações e impacto direto no preço final. Ele afirmou que “o efeito final é para o consumidor” e comparou a proposta a medidas tributárias que elevam preços.

Durante a discussão, criticou a atuação de parlamentares da direita que apoiam alterações no texto. Disse que há incoerência em respaldar propostas que ampliam a atuação estatal. “Ou você tem convicção e defende as pautas da direita, ou não defende”, afirmou.

O analista financeiro Carlos Suslik também criticou a proposta e disse que a relação de trabalho não deve ser imposta. “Se você não quer a jornada seis por um, é fácil. Arruma um emprego que você tenha sábado e domingo livre”, declarou. Ele afirmou que a mudança pode gerar insegurança para pequenos empresários e incentivar a informalidade.

Suslik disse ainda que o risco da atividade econômica recai sobre o empregador. “Quem corre o risco é o empregador. Ele abre empresa, ele pode quebrar”, afirmou. Segundo ele, alterações na jornada impactariam diretamente o funcionamento de setores como comércio e serviços.

A cientista política Júlia Lucy afirmou que a proposta ganhou força após desgaste político envolvendo sua origem e passou a ser encampada pelo governo. Segundo ela, a mudança para uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) amplia o tempo de tramitação. “A gente está falando de maioria qualificada e dois turnos de votação”, disse.

Lucy afirmou que há pressão de prefeitos e entidades contra a proposta. Segundo ela, o impacto fiscal preocupa administrações locais. “As prefeituras já não dão conta de arcar com a folha salarial”, declarou.

Ela também disse que o governo busca capital político com a proposta. “O que o Lula quer é uma vitória para comemorar”, afirmou, acrescentando que os efeitos práticos da medida não devem ocorrer antes das eleições.

O comentarista Ary Alcântara afirmou que a legislação trabalhista brasileira reduz a competitividade do país. Segundo ele, regras rígidas encarecem a mão de obra e afetam a produção. “O Brasil não é um país competitivo pelo encargo de mão de obra”, disse.

Ele relatou experiência pessoal no setor agrícola e afirmou que restrições trabalhistas inviabilizaram a atividade. “O meu custo de coleta se tornou inviável. Eu tive que sair”, declarou.

Ao longo do debate, os participantes afirmaram que a proposta pode elevar custos, impactar o emprego e aumentar a intervenção estatal na economia.

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